Escola Secundária Eça de Queirós (401675)            Contacto

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Eça de Queirós morreu há mais de 100 anos

Biografia

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Patrono                                                                            Última actualização: 28-12-2011 11:58


 

 

O Nosso Patrono

 

Eça de Queirós numa caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro ("Álbum das Glórias").

Eça de Queirós (foto)

2ª Edição, 1947

 

" Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia"

 

 

 

BIOGRAFIA BREVE

 

Eça de Queirós,  nasce na Póvoa de Varzim em  25 de Novembro de 1845, em 1866 forma-se em Direito, em 16 de Agosto de1900, morre em Neuilly, França.

Escritor português que deu corpo ao movimento Realista. O facto de ter viajado muito, nomeadamente devido à sua carreira de diplomata, forneceu-lhe muita matéria-prima para os seus romances.

Em 07 de Janeiro de 2000, para lembrar a passagem do 1º Centenário da morte do escritor, o Governo, em reunião de Conselho de Ministros, cria a Comissão Nacional para Eça de Queirós.

 

 

Eça de Queirós

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Eça de Queirós morreu há mais de 100 anos

Eça de Queirós morreu a 16 de Agosto de 1900, quando não tinha, ainda, 55 anos. O seu funeral foi um verdadeiro acontecimento nacional - a homenagem de um país que sempre serviu de pasto às suas críticas e louvores.

Todos ouviram já falar do escritor - nem que seja pela leitura de Os Maias, obrigatória no sistema de ensino português desde há largos anos. Mas Eça foi muito mais do que o autor deste longo - e fundamental - romance. Foi também um dos membros da Geração de 70, que operou uma revolução na cultura portuguesa do século XIX, orador das Conferências do Casino, onde apresentou o seu projecto de uma literatura realista, jornalista, folhetinista, diplomata, apreciador de boa gastronomia, um dos Vencidos da Vida.

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Biografia

Pais de Eça de Queirós

Casa onde Nasceu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As circunstâncias da progenitura e do local de nascimento de Eça de Queirós ainda hoje estão envoltas em polémica. Contudo, decidimo-nos apresentar a versão que nos parece ser a mais comummente aceite.

Assim, José Maria Eça de Queirós nasce a 25 de Novembro de 1845 numa casa situada na Praça de Almada, Póvoa de Varzim sendo filho natural do magistrado José Maria de Almeida Teixeira de Queiroz e de Carolina Augusta Pereira de Eça. A mãe, ainda solteira, dá à luz em casa do parente, Francisco Augusto Soromenho, para encobrir o que, na época e no seu meio social, constituía uma situação escandalosa. A 1 de Dezembro é baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde.

1855-A 3 de Novembro falece a sua avó Teodora Joaquina. Aos 10 anos é internado no Colégio da Lapa, no Porto, onde faz os primeiros estudos. O director e o seu professor de Francês é Joaquim da Costa Ramalho, pai de Ramalho Ortigão. Apesar deste ser um dos melhores colégios do Porto, o ambiente físico era péssimo e a disciplina muito rígida.

1861-Em Outubro ingressa na Faculdade de Direito em Lisboa.

1862-Enquanto frequenta o curso de Direito, não deixa de escrever sucessivos ensaios de contos, de novelas e de romances que, de imediato, inutilizava.

Na escadaria da Sé Nova de Coimbra encontra Antero de Quental a discursar.

1863-Ganha na Universidade de Coimbra as amizades de Antero de Quental (o Santo Antero, como o apelidou), Teófilo Braga, José Falcão e outros companheiros de letras da sua geração que lhe haveriam de modelar o espírito.

1865- Inicia a sua carreira nas letras com a sua fase romântica, já quando finalista, na «Gazeta de Portugal» de Teixeira de Queiroz, com folhetins dominicais publicados durante 2 anos sob a epígrafe de «Notas Marginais». Corre na Europa um renovado espírito crítico progressivo, veiculado por nomes como Vítor Hugo, Júlio Michelet, Ernesto Renan e Pierre Joseph Proudhom, opositores ao regime ditatorial de Napoleão III, com quem Eça aprende a odiar Napoleão, apesar de não tomar parte na "Questão Coimbrã".

1866-Em Julho é bacharel formado em Direito pela Universidade de Coimbra inscrevendo-se como advogado no Supremo Tribunal de Justiça.

1867-A 6 de Janeiro sai o n.º 1 do jornal Distrito de Évora, um bissemanário da oposição, político, noticioso e literário, fundado e composto inteiramente por Eça até ao n.º 66, continuando a manter a sua colaboração na Gazeta de Portugal. Inicia a sua actividade como advogado, montando escritório. No fim do ano é formado o Cenáculo sendo Eça um dos seus primeiros membros, fazendo também parte do mesmo Salomão Saragga, Jaime Batalha Reis, Augusto Fuschini, Ramalho Ortigão, Oliveira Martins, José Fontana, entre outros.

1869-Os primeiros versos do heterónimo Carlos Fradique Mendes, «o poeta satânico», são publicados na Revolução de Setembro e no Primeiro de Janeiro. A 23 de Outubro faz uma digressão turística ao Oriente, acompanhado do conde de Resende, com o objectivo de assistir à inauguração do Canal do Suez, onde avista a imperatriz de França Eugénia de Montijo.

1870-Regressa a Lisboa, publicando no Diário de Notícias os relatos da viagem com o título «De Port-Said a Suez». Aborda o tema cristológico na obra A Morte de Jesus. A 21 de Julho aceita a nomeação para o cargo de Administrador do concelho de Leiria, onde se mantém durante perto de um ano. De Julho a Setembro publica no Diário de Notícias, em parceria com Ramalho Ortigão, O Mistério da Estrada de Sintra.

1871-A 16 de Maio é criado o programa das Conferências Democráticas do Casino Lisbonense que não é cumprido na totalidade, devido à proibição governamental que impede a sua continuação. Em Leiria, começa a escrever O Crime do Padre Amaro.

1872-No fim do ano é despachado para Havana como cônsul, onde permanece durante dois anos.

1873-Publica no «Brinde aos senhores assinantes do "Diário de Notícias"» o conto Singularidades duma Rapariga Loura, o seu primeiro autêntico ensaio de efabulação.

1875-Nas edições de Fevereiro e dos meses seguintes da Revista Ocidental aparece pela primeira vez O Crime do Padre Amaro, em folhetins.

1876-Em Julho é publicada a primeira edição em livro de O Crime do Padre Amaro num volume de 362 páginas. Conclui, em Newcastle, O Primo Basílio.

1878-Escreve o manuscrito de A Capital. Tem o projecto de criar uma «Comédia Humana» portuguesa, inspirada na obra de Balzac.

1879-Escreve O Conde de Abranhos. Inicia a sua colaboração com um jornal do Rio de Janeiro, a Gazeta de Notícias, que permanece durante 17 anos.

1880-Sai a segunda edição em livro de O Crime do Padre Amaro. É publicado o folhetim O Mandarim no Diário de Portugal. São publicados os contos Um Poeta Lírico e No Moinho, em O Atlântico

1883-A 15 de Março é proposto para sócio correspondente da Academia Real de Ciências de Lisboa. A 26 de Abril é realizada a votação e dois dias depois é informado da sua eleição.

1885-Visita Émile Zola em Paris, acompanhado do jornalista Mariano Pina. Vai residir para Londres, no n.º 9 de Holles Street. Escreve Outro Amável Milagre, a 1.ª versão de O Suave Milagre.

1886-A 10 de Fevereiro casa no oratório particular da Quinta de Santo Ovídio, no Porto, com Emília de Castro Pamplona, irmã de Manuel Benedito de Castro Pamplona, um amigo da sua juventude no Colégio da Lapa, e de Luís Benedito de Castro Pamplona, seu amigo e companheiro na viagem realizada ao Oriente.

1887-A 16 de Janeiro nasce na Quinta de Santo Ovídeo, no Porto, a sua filha Maria de Castro de Eça de Queiroz. Escreve o manuscrito da carta a Camilo Castelo Branco. Sai a 3.ª edição de O Primo Basílio. É publicado A Relíquia.

1888-É publicado Os Maias. É publicado algumas «Cartas de Fradique Mendes» no Repórter, publicação dirigida por Oliveira Martins.

1889-Na Primavera, com o aumento do agregado familiar, ainda em Paris, instala-se na Rue Crevaux, n.º 5, em Passy. Escreve uma carta a Carlos Lobo de Ávila explicando a personagem Tomás de Alencar de Os Maias. Prefacia Aguarelas de João Dinis. Faz uma visita, «uma peregrinação» à «casa-templo» de Vítor Hugo. Sai o 1º. número da Revista de Portugal, de que é fundador e director. A 5 de Novembro falece o rei D. Luís I. Eça presta-lhe homenagem aos 28 anos de reinado.

1890-É editado o 1.º volume de Uma Campanha Alegre, colectânea dos artigos publicados n'As Farpas, corrigidos para esta edição. Termina a publicação de A Correspondência de Fradique Mendes na Revista de Portugal.

1892-É publicado o conto Civilização na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro. É recusado o monumento a Balzac. Este foi para Eça um modelo ideal inacabado.

1893-Publica na Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro A Aia, a 1.ª referência a A Cidade e as Serras. Em Outubro vai viver para a casa de Neuilly, no n.º 38 da Avenue du Roule, em Paris.

1894-Escreve A Ilustre Casa de Ramires. Nasce a 16 de Abril o seu filho Alberto de Eça de Queiroz. Publica as histórias: O Tesouro,Frei Genebro, na Gazeta de Notícias.

1897-Inicia-se, em Paris, a publicação da Revista Moderna, que nos dois primeiros números edita os contos A Perfeição e José.

1898-Na Revista Moderna é publicado O Suave Milagre, um emotivo relato evangélico. A 25 de Agosto escreve à sua mulher: «estas atrapalhações do dinheiro estão-me grandemente envelhecendo», por esta gastar muito dinheiro.

1900-A 28 de Julho parte para Genebra com Ramalho Ortigão, onde passa 3 dias. A 1 de Agosto, já seriamente doente e debilitado, por conselho médico faz no Grand Hotel du Righi Vaudois sobre o lago Léman na Suíça a sua última estada de repouso, onde a mulher o acompanha a partir do dia 3. No dia 8 de Agosto parte para Lucerne, com falta de dinheiro e as costumadas febres intermitentes. Falece em Paris às 16h30m do dia 16 de Agosto na sua casa de Neuilly, depois de ter recebido a extrema-unção ministrada pelo Padre Lanfant. Aos 54 anos, é levado pela morte, consequência natural de uma longa doença gastrointestinal de carácter consumptivo.

 

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Obras Publicadas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

História da NOSSA ESCOLA

Da génese a 1974

trabalho da autoria da Dra. Leonor Lima Torres
Instituto de Educação e Psicologia
Universidade do Minho

 

 

 

 

 

 

 

Resenha Histórica

Da autoria do Monsenhor P.e  Manuel Amorim

 

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(Resenha Histórica)

A Escola Secundária de Eça de Queirós situa-se na parte norte-nascente da cidade da Póvoa de Varzim.

No imaginário popular continua a ser O Liceu, o mais antigo e conceituado estabelecimento de ensino secundário da cidade. A sua génese histórica  radica no Instituto Municipal, fundado em 1882 para dar consistência a uma iniciativa particular que tentou responder às exigências sociais da comunidade povoense prosperada pelo grande aumento do comércio resultante da indústria da pesca e dos banhos do mar.

O Instituto Municipal funcionava no acréscimo feito ao edifício da Câmara ocupando, primeiro, duas salas na parte norte do andar superior e, depois, outra, no rés do chão. O currículo escolar era constituído pelas seguintes cadeiras: Instrução Primária Complementar, Português, Francês e Latim, Geometria, Geografia e História.

Em 1895 deu-se uma reforma no ensino secundário que alterou o plano de estudos do Instituto. Nessa altura, os chefes políticos locais movimentaram-se no sentido de obter a transformação do Instituto Municipal em Liceu Nacional, campanha levada a bom termo graças ao vilacondense Dr. Abel de Andrade, na altura, Director Geral da Instrução Pública.

O Decreto que possibilitou a fundação do Liceu Nacional da Póvoa de Varzim tem data de 14 de Julho de 1904 aproximando-se, portanto, a comemoração centenária.

O Liceu Nacional  da Póvoa de Varzim iniciou o seu percurso no meio das maiores dificuldades, não por falta de alunos, mas sim de meios económicos e de casa própria. A primeira só foi vencida pela determinação da Câmara que chegou a investir nele, contra as  chufas da imprensa local e as trapaças da baixa política, mais de metade do orçamento,  quando, em 1919, passou  a ser encargo do Estado por benemérita diligência do Dr. Leonardo Coimbra, seu antigo professor e, naquela data, Ministro da Instrução Pública. Apenas um compromisso para a Câmara, a cedência ao Estado de um edifício com as necessárias condições pedagógicas.

Como vimos, o Liceu iniciou a sua actividade no edifício da Câmara e aí permaneceu até 1912, salvo no ano lectivo de 1907 em que, por motivo de obras, se instalou, provisoriamente, num prédio do Dr. Tomás Areias, na rua do Príncipe, actual Almirante Reis.

Nos anos de 1912 e 1913 funcionou no recentemente extinto Colégio das Doroteias passando, no ano escolar de 1914/15, para o colégio Povoense, na nova Avenida Mousinho de Albuquerque, e no de 1916/17, já com o nome de Liceu Eça de Queirós, para a residência da família Silveira Campos no cruzamento norte - poente da Avenida com a rua Gomes de Amorim. Daqui transitou, em 1925 para a antiga fábrica do Gás, no extremo Sul da rua Almirante Reis, onde se manteve durante 26 anos pois em 18 de Outubro de 1952 dava entrada, festivamente, nas actuais e definitivas instalações encerrando esse longo ciclo de transumância.

Não foi menos acidentado o seu percurso pedagógico que, desde  o inicio, se destinava a facultar aos jovens o Curso Geral, nessa época composto por cinco classes. Este objectivo foi atingido no ano lectivo de 1908/09 com uma turma de 16 alunos na 5ª classe. Infelizmente, alguns anos depois, por reais dificuldades económicas, foram extintas. As duas últimas classes, à custa dos vencimentos dos professores, puderam ser recuperadas passados dois anos. Tempos heróicos, esses!.....que, por vezes, floriam com inesperadas benesses tais como a permissão do Curso Complementar nos anos de 1926/27/28, coisas que os homens do Estado Novo acharam, na época, demasiado para o erário público, fazendo voltar tudo à primeira forma.

Só em 1958, já  em nova e ampla casa, o mesmo Estado Novo permitiu a instalação do Ciclo Liceal, uma urgência há muito reclamada mas sempre adiada. Outra alteração estrutural aconteceria com a criação do Ciclo Preparatório do Ensino Secundário destinado a fundir o ensino liceal com o ensino técnico. Nasceu assim a Escola Preparatória Eça de Queirós - Secção Feminina que, desde 1968 até à extinção, funcionou no segundo piso da nova ala poente construída em 1959.

Com a revolução democrática de 1974, outras alterações surgem começando pela extinção da diferenciação dos sexos nas turmas. Porém, as reformas mais profundas do ensino haviam de esperar pele Lei de Bases do Sistema Educativo, de 1986, que vem alargar a escolaridade obrigatória para 9 anos distribuído por 3 ciclos - 4+2+3 - e diversifica o Ensino Secundário permitindo a criação de Cursos Tecnológicos e Cursos de Carácter Geral. Mais tarde é incluída nos currículos uma componente nova denominada Área - Escola com o intuito de aproximar a escola do meio em que está inserida, facultando inúmeras acções de carácter circum-escolar.

A nossa escola tem procurado dar respostas de alto valor pedagógico à crescente evolução do ensino escolar, proporcionando as melhores condições de ensino e aprendizagem, apetrechando os laboratórios, as oficinas e demais instalações para a utilização e aplicação das novas tecnologias, incentivando o pessoal docente e não docente a uma constante actualização de forma a promover um ensino de qualidade para os seus alunos.

01/09/98

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