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A Rómulo de Carvalho (1906 – 1997), no centenário
do nascimento.
O professor de Física e Química, o
pedagogo e autor de manuais escolares, o historiador da ciência e da educação, o
divulgador científico Rómulo de Carvalho e o poeta António Gedeão.
A concepção, de algum modo pragmática, que tinha acerca do objectivo da sua
poesia, faz de Rómulo/Gedeão o “alquimista da palavra”. Ele soube unir de modo
admirável e invulgar a Ciência e a Poesia, ajudando-nos a realizar como as
Ciências e Humanidades constituem um todo indissociável, conjugando, muitas
vezes com encantadora ironia, o rigor científico ao humanismo feito de ternura.
Póvoa de Varzim, Novembro de 2006
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MÁQUINA DO MUNDO
O
Universo é feito essencialmente de coisa nenhuma.
Intervalos, distâncias, buracos, porosidade etérea.
Espaço vazio, em suma.
O resto, é a matéria.
Daí, que este arrepio,
este chamá-lo e tê-lo, erguê-lo e defrontá-lo,
esta fresta de nada aberta no vazio,
deve ser um intervalo.
in Máquina de fogo, 1961 |
Homenagem
a Rómulo de Carvalho da Biblioteca Nacional
António é o meu nome - Exposição
António é o meu nome - Biblioteca Digital |